
O bar tem um cheiro que só ele tem. Ali, no meio de mesas, engradados de cerveja e do burburinho de gente que muita vez já se conhece de nome, momentaneamente se dissolvem a rivalidade entre os times, as diferenças sociais, os pontos de vista e, principalmente, o cansaço do dia a dia.
— Mais uma, chefe! Fala, meu chegado! Há quanto tempo, meu querido!
Ali se despe o cidadão. O gerente não é gerente. O policial não é policial. O escriturário não é escriturário. São só o Zé, a Carla, o João, a turma do futebol, o pessoal da mesa sete.
Ali só existe uma língua. Todos cantam as mesmas músicas, todos riem das mesmas piadas, já esfarrapadas de tanto serem contadas.
Uma música familiar ecoa, e o cheirinho inconfundível e acolhedor do tira-gosto aquece os corações. E pronto: o dia ficou lá fora.
Todo cliente tem seu bar, e todo bar tem o seu cliente. Tem bar de família, bar de futebol, bar de rock, bar de esquina, bar de madrugada. Tem bares com alma antiga, e outros ainda estão se construindo.
Triste é o bar que ainda não se encontrou, que serve a comida sem sal buscando agradar a todos.
Todo bar tem uma cara.
Qual é a cara do seu?
Sete bares. Sete universos. Um só sistema por trás.
O Resenha não tenta substituir seu garçom. Dá ferramenta pra ele trabalhar melhor — vê os pedidos feitos pelo celular do cliente chegando em tempo real, sabe qual mesa chamou, fecha a conta sem correr até o caixa. O bar continua com alma. Só ficou mais eficiente.